Comparativo 15/07/2026 · 4 min de leitura

7 destinos baratos na América do Sul para viajar em 2026

Por Buvo

Salar de Uyuni, deserto de sal na Bolívia, sob céu azul

Com o dólar girando perto de R$ 5,10 em julho de 2026, a América do Sul continua sendo o jeito mais barato de viajar pra fora do Brasil. Levantamos o custo diário aproximado (hospedagem simples + comida + transporte local, sem passagem aérea) de 7 destinos que ainda entregam bastante experiência por pouco dinheiro. São faixas, não valores fechados: cada um varia conforme época do ano, estilo de viagem e câmbio do dia.

1. La Paz, Sucre e Salar de Uyuni, Bolívia

A Bolívia segue como o país mais barato do continente: hostel a partir de US$ 6-12 a diária e almoço executivo (o "almuerzo") por US$ 2-5. O programa mais famoso, o tour de 3-4 dias pelo Salar de Uyuni (incluindo Lagoa Colorada e gêiseres), sai por cerca de R$ 1.200 por pessoa, tudo incluso. Custo diário aproximado: R$ 130 a R$ 180.

2. Assunção, Paraguai

Bem menos badalado que os vizinhos, o Paraguai tem preços parecidos com os da Bolívia e uma infraestrutura turística bem mais enxuta, o que também significa filas menores e cidades menos cheias de turista. Assunção tem hostels a partir de US$ 10 a diária, e dá pra combinar a capital com uma parada em Ciudad del Este/Foz do Iguaçu no mesmo roteiro. Custo diário aproximado: R$ 130 a R$ 200.

3. Quito e Baños, Equador

O Equador usa dólar americano como moeda oficial, o que facilita o controle do orçamento. Quito, colonial e cercada de vulcões, e Baños, o polo de esportes de aventura (rafting, canyoning, tirolesa), têm hostels a partir de US$ 12/noite e almoço completo por US$ 3-5. Ônibus intermunicipais custam cerca de US$ 1-2 por hora de viagem. Custo diário aproximado: R$ 150 a R$ 230.

4. Cusco e Vale Sagrado, Peru

Fora da bolha de preços de Cusco/Machu Picchu (que puxa a média do país pra cima), o Peru é barato: água de 1,5L custa menos de US$ 1 no mercado e uma refeição em restaurante simples sai por cerca de US$ 4. Cinco dias percorrendo Cusco e o Vale Sagrado, sem contar Machu Picchu, ficam entre R$ 1.500 e R$ 2.200 por pessoa. Custo diário aproximado: R$ 150 a R$ 250.

5. Medellín e Guatapé, Colômbia

Medellín virou destino consolidado de "nômade digital" nos últimos anos, o que deixou os preços um pouco acima da média boliviana ou peruana, mas ainda assim baixos pros padrões brasileiros, e Bogotá costuma sair ainda mais em conta que Medellín. Um roteiro de 5 dias por Medellín e o vilarejo colorido de Guatapé fica entre R$ 1.800 e R$ 2.600 por pessoa. Custo diário aproximado: R$ 180 a R$ 280.

6. Mérida, Venezuela

Com a economia dolarizada na prática, a Venezuela é hoje um dos destinos mais baratos do continente pra quem paga em dólar, mas é também o mais delicado da lista: os governos seguem recomendando cautela por causa da situação política e de segurança do país, o acesso costuma exigir mais logística (é uma viagem só em dinheiro vivo, sem caixa eletrônico em vários lugares) e vale pesquisar a situação atualizada antes de fechar qualquer roteiro. Mérida, na Cordilheira dos Andes venezuelana, é a opção mais tranquila e acessível: hospedagem boa sai por cerca de US$ 30 e a cidade tem o Mukumbarí, o teleférico mais alto e mais longo do mundo, que sobe até os 4.765 m do Pico Espejo. Custo diário aproximado: R$ 150 a R$ 250.

7. Salta e Jujuy, norte da Argentina

Depois da unificação cambial argentina em 2025, a antiga vantagem de trocar dinheiro no "dólar blue" praticamente desapareceu: hoje a diferença pro câmbio oficial é de menos de 1%, então o custo real ficou mais parecido com a cotação de banco. Ainda assim, o norte argentino (Salta, Jujuy e a Quebrada de Humahuaca) é mais barato que Buenos Aires ou a Patagônia, com paisagens de tirar o fôlego nas montanhas de sete cores. Uma semana por ali, em casal e sem aéreo, fica entre R$ 4.000 e R$ 6.000 no total. Custo diário aproximado: R$ 230 a R$ 330.

Nenhuma dessas faixas substitui uma pesquisa de preço atualizada antes de fechar a viagem: câmbio e alta temporada mudam rápido. Mas como ponto de partida, dá pra dizer que a Bolívia e o Paraguai seguem imbatíveis pra quem quer esticar o dinheiro ao máximo, e que mesmo os mais "caros" da lista (Colômbia e o norte da Argentina) ainda saem bem mais em conta que a maior parte da Europa ou dos Estados Unidos.